
Estive viajando esses dias, e
como já venho fazendo há algum tempo, fiquei observando as pessoas na rua.
Observei por horas aquele vai e vem frenético, assim como a forma como elas se
comportam umas com as outras, seja dizendo um simples “oi”,seja ajudando a
pegar algo que caiu no chão, seja dando espaço para que a outra mais apressada
passe. Enfim-as em várias situações.
Confesso que meu coração ficou
pequeno e triste com a conclusão que cheguei, pois salvo raras exceções
ninguém! Absolutamente ninguém cumprimenta o outro ou ajuda, seja de qual forma
for. As pessoas passam pelas outras como se não as vissem, como se fossem
invisíveis.
Afinal, que mundo é esse que
vivemos? É fato inconteste que a violência é nossa companheira diária, mas isso
justifica o descaso total demonstrado pelo próximo? Ou será que isso é só uma
desculpa para a forma como nos portamos, e tudo se resume a ter em detrimento
do ser? Aonde foi parar a educação, a solidariedade, o companheirismo, quiçá o
amor? A quem atribuir a culpa de termos chegado ao pouco de o outro não ter a
mínima importância?
Não pensem que sou de outro
mundo ou uma romântica. Não o sou. Tenho convivido em minha profissão com todas
as espécies de dor e de violência. Convivi com homens e mulheres totalmente
despidos de dignidade e amor ao próximo, totalmente corrompidos pelo sistema,
mas nunca deixei que isso me roubasse a sensibilidade, o amor e o respeito pelo
próximo, principalmente pelos que tem menos que eu. Por isso, é penoso, doído
até, ver em que estamos nos transformando.
No que estamos diferindo dos
irracionais? Penso até que somos piores, pois estes só matam quando sentem fome.
Os chamados racionais, matam simples prazer de matar.
Não vim aqui convocar o
surgimento de madres Tereza, apesar de que seria bom se tivessem algumas
espalhadas pelos quatro cantos do mundo. Quem sabe Buda, um Chico Xavier ou um
Papa João Paulo, talvez. Quem sabe se merecedores um Jesus Cristo? São tantos
nomes a serem lembrados e copiados a meu ver. No entanto, procuramos copiar
quem não deve serquer ser lembrada. Copiamos a ganância, o orgulho, a
arrogância, a ignorância, a prepotência. Passamos por cima de tudo e de todos
que ousa atravessar nosso caminho e o fazemos sem piedade, sem dor na
consciência.
É triste, mas essa é a
realidade hoje. O imediatismo e o individualismo são regras, aonde deveriam ser
exceções.
Contrário a isso, os poucos
que buscam a paz, o amor, sofrem por se verem sozinhos nessa busca. Gritam por
amor e não são ouvidos, e se são educados e altruístas são taxados por bobos,
panacas, e acabam então, para não se verem excluídos do rol dos
"elitizados sem amor" a acreditar que precisam se tornar iguais a
eles para fazerem parte desse grupo "seleto".
Enfim, voltei dessa viagem me
perguntando até onde, até quando e o que será possível, ou melhor, se é
possível mudar esse quadro tétrico e apavorante de desamor que assola o mundo,
onde uma vida vale nada ou quase nada. Até quando será suportável presenciar e
viver no meio de tanto desamor.
Portanto, resolvi escrever um
pouco sobre meus temores de em um futuro próximo a sociedade voltar de vez ao
estado primitivo e voltar ao regime da autotutela onde a lei do mais forte é
que valia, e as famílias se destruíam. Penso que não estamos muito longe disto.
Por isso, esse texto e o
pedido para que façamos uma reflexão sobre a forma que estamos conduzindo nossa
vida e a forma como estamos cuidando de nossa alma, pois vai chegar certamente
o momento de ajustarmos contas de nossos atos.
Vamos então, fazer algo pelo
próximo. Custa pouco levanta e ajudar, mesmo que seja com um pequeno gesto de
solidariedade com o próximo, com o menos favorecido. Isto é uma demonstração de
grandeza e evolução espiritual, afinal de contas, na vida ter dinheiro, roupas
de grife, carro do ano e boa casa não nos faz melhor do que quem vive em uma
casa de papelão, tábua ou mesmo sem casa nenhuma e se veste com trapos e anda a
pé, pois por baixo daqueles trapos, existe um ser humano como eu, você, nós.
Assim, sejamos benevolentes e pacientes, pois a vida desses semelhantes já é
difícil demais para que precisemos fazê-las mais difíceis ainda, e no fundo
tudo o que todos nós precisamos é de pelo menos um pouco de amor.
Oi Val,
ResponderExcluirSurpreendente a relação que o ser humano está apresentando, não é?
Adorei o texto!
bjsss
gio
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